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A raposa e as uvas

quinta-feira, outubro 02, 2008

Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra tinha sido excelente. Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas. Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:
- Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Se alguém me desse essas uvas eu não comeria.


Sempre me refiro a esta fábula quando critíco algo que queria ter e não posso. Um exemplo é quando alguém diz que vai para o litoral do Nordeste e eu digo: Ah, lá não é bom nada, quente e ruim.

Ao terminar de falar eu já digo: A raposa e as uvas. Muitos não conseguem entender o que falei. Parece óbvio, mas pelo que percebi não é.

Percebo ainda que a leitura ainda é algo banal no dia a dia das pessoas, e que se o livro não tiver muitas imagens e for grosso está fadado a não leitura.


História tirada do link http://www.metaforas.com.br/infantis/araposaeasuvas.htm


Do livro: Fábulas de Esopo - Companhia das Letrinhas

Grande Cidade e Cidadezinha do Interior

quinta-feira, julho 17, 2008

Estou de férias e aproveitei pra fazer um passeio com interesses particulares.

Saindo então do interiorzão de Goiás (mais precisamente de São Luis de Montes Belos) acabei parando em Campinas/SP.

Uma cidade grande, com uma região metropolitana abrangente, com um rítmo acelerado, com uma grande movimentação financeira, mas como estou de férias quero mais... Não quero pensar em negócios, granas, correria. Quero apreciar paisagem, o céu, conversar e coisa e tal.

A primeira coisa que senti aqui foi frio. Meu Deus, os 21º daqui parecem 10º de onde eu moro.

Fui olhar o céu: Puxa, aqui não tem céu, não tem nuvens. É estranho, mal se vê o brilho do sol!

Fui olhar o horizonte: Ih, deu galho... Só vi fumaça e fumaça.

Poxa, uma cidade com muito a oferecer, mas infelizmente a poluição não nos permite ver o que a natureza nos propõe, não permite tragar um ar com mais oxigênio que gás carbônico.

Sinto que a expectativa de vida aqui com relação a ganhar dinheiro é muito maior que lá no meu Goiaizão véi sem portera, no interiorzão, porém a qualidade de vida lá é maior, muito maior.

Agora não sei se ganho dinheiro ou se vivo bem... Se bem que pra viver bem sem grana não dá, mas com grana e o pulmão morrer não resolve.

Dúvida por dúvida, vou aproveitar que estou aqui e viver estes momentos, que logo logo meu estado me terá de volta, com toda minha cabloquice e mistura. Com meu sotaque caipira sem vergonha, com minha alma poluída de CO², mas limpa de atitude.

Logo logo volterei a minha pacata vida e pensarei em mudar pra onde ninguém dorme, onde não há tempo para parar, para dormir, para se divertir.

E de repente vou cantar: Quando eu quero mais eu vou pra Goiás.

Tenho dito!

O Mutirão

segunda-feira, julho 14, 2008

Pelo escabroso caminho, onde o sol escaldante as fibras retorciam, dentre as chochas pairavam uma tristeza singela que nos arremetia uma angustia profunda. Avistamos uns meninos a correr com um certo espanto que nos trouxe a lembrança de nossa saudosa infância. Descalços e quase desnudos, com seus lábios carnudos corriam em direção de cancela. Pareciam querer delatar um acontecimento profícuo aos seus genitores. De fato. Dentro de alguns instantes o pequeno arraial pareceu ser um formigueiro. Pasmados ficamos, quando avistamos uma pequena multidão que saía das humildes habitações. Em pouco tempo formou-se um batalhão. Eram os parceleiros que vinham em nossa direção, cada um em sua condução. Uns com facão, outros com foice e arpão, a pé ou a cavalo com um menino na cabeça do arreio e outro na garupa do animal ou de monark com a companheira no banco traseiro de lado com um bebê no colo. Para a nova empreitada, junto com as enxadas, um desejo ardente que podia ser visto em seus rostos fitos de quem sempre lutou em busca de uma melhora e agora só restaria neste dia uma promessa para suas peripécias. Achegaram-se, cada um com sua suspeita. Apiaram de suas conduções e ressabiados abeiraram o sinistro casarão, onde esperávamos ansiosos. Sem perceber em nossa prosa, começaram a sorrir com desconfiança e no meio da conversa se desarmaram por completo. E com presteza desempenhamos nossa função, e foi assim que realizamos o mutirão.

Pedra Goiana

quarta-feira, julho 09, 2008


Esta é uma fotografia da Pedra Goiana. Esta pedra que foi um marco do estado de Goiás ficava localizada na Serra Dourada, município de Mossâmedes.

Infelizmente alguns imbecís e marginais fizeram o desfavor de dinamitar tal pedra.

Uma verdadeira escultura natural que desafiava a lei da gravidade, onde uma pedra enorme se apoiava sobre uma outra menor.

Resistir a gravidade não foi difícil, o difícil foi resistir ao ego humano, que se achando acima do bem e do mal deu fim a este símbolo que orgulhava os Goianos. Ouvi conversas de que haviam projetos para que a pedra fosse recolocada no lugar, mas nunca vi nada concreto.

Ah, o dia que o homem aprender a amar a si próprio, o mundo poderá ser melhor. Mas enquanto o ego e o orgulho imperarem... A humanidade toda estará em risco.

Tenho dito!

Buscando sobre a Pedra Goiana encontrei um site com algumas informações. Infelizmente eram só promessas.

Veja clicando aqui.

Tomando Café com Amigos

terça-feira, julho 01, 2008

Sentei aqui para tomar um café com um amigo.
Café ótimo, excelente companhia, uma delícia vir parar nesse Café.
Além do papo ainda tem tanta coisa interessante para ler...meio encantada aqui.
Entre um gole e outro do quentíssimo café, estou desgutando os textos e trazendo mais alguns para que a gente permaneça mais tempo sentados aqui, bebericando um cafezinho, fumando um cigarrinho, jogando conversa fora...

beijos
ana.mmk

Texto criado, imaginado, sonhado e cafeinado por Ana.MMK
Obrigado Ana, sua presença no blog só embeleza esse universo cheio de cafeína e testosterona que tá o Café Com Amigos.

Como Riobaldo ..."Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa."

A Menina Feia da Ponte

sábado, junho 28, 2008


Já que falei da Cidade de Aruanã/Go, vou falar agora da Cidade de Goiás (Goiás Velho ou Vila Boa).
Esta cidade é considerada Patrimônio Histórico da Humanidade, pois tem em sua arquitetura casarões velhos da época do Brasil Império.

Agora o que mais me intrigou em tudo foi o fato de uma amiga minha (não vou citar nomes pra evitar processos) ficar louca de vontade de tirar uma foto na ponte que fica em frente ao casarão antigo da Poetiza Cora Coralina.

Eu por não gostar muito de cidades históricas fiquei indagando os motivos de ela querer tanto estar na ponte, estar em frente a casa da Cora Coralina. Então, lembrei me de um poema de Cora que diz:

Goiás, minha cidade...
Eu sou aquela amorosa
de tuas ruas estreitas,
curtas,
indecisas,
entrando,
saindo
uma das outras.
Eu sou aquela menina feia da ponte da Lapa.
Eu sou Aninha. (Para ler mais, clique aqui)

Acho que identificação. Sendo Cora a Menina Feia da Ponte, minha amiga se identificou com ela.

Mas já dizia Pedra Letícia: A moça feia lá da ponte nunca me agradou, eu gosto mesmo é de mulher com cara de atriz pornô!


Tenho dito!

Aruanã/GO/BR


Não estava postando nos últimos dias por estar viajando a trabalho. E nesta viagem novamente tive a oportunidade de estar na cidade de Aruanã.

Aruanã é uma cidade turística, onde há o encontro do Rio Vermelho com o Rio Araguaia. No mês de Julho Aruanã recebe vários turistas em busca de suas maravilhas naturais, diversão, pescaria...

Uma coisa pude notar: Que apesar de ser uma cidade turística, ter as belezas naturais, dentre outras atrações, Aruanã não está preparada para receber os visitantes que ali procuram uma oportunidade pra descansarem.

A cidade conta com vários hotéis e pousadas. Alguns com bom atendimento, outros com péssimo atendimento. Porém não há nenhum hotel que se possa considerar muito bom. Porém, é até compreensível a falta de hotéis de luxo, o que não é aceitável é a má qualidade de atendimento de vários hotéis.

Não fica por aí: Restaurantes, bares, farmácias... Tudo é de um atendimento execrável.

Minha reclamação fica no atendimento do comércio no geral. Onde está o Governo de Goiás que não investe em cursos para os comerciantes de Aruanã? Onde está a ambição dos comerciantes que não cativam os turistas para que virem fregueses e os indiquem a outras pessoas?

O Rio Araguaia é lindo, é maravilhoso, porém isso não é o suficiente para que as pessoas saiam de Aruanã com o gostinho de querer voltar!

Tenho dito!

Fácil de Entender

quarta-feira, junho 18, 2008

E-mail recebido no Trabalho

Partindo da premissa de quê uma corrente de vento provinda inopinada, gostaria de corroborar e agilitar que nossa placa plástica de informações pertinentes a atividade desta, adelgaçou-se em fragmentos, ficando impossível retificá-la.
pressuponho a permuta de tal item que sofreu o enesperado fortuito.


correlação...


A placa da "Empresa" amanheceu no chão e preciso de outra.


Dedicado ao Agleidson Brandão

Tenho dito!

Papo pra depois da morte

terça-feira, junho 10, 2008

Quando você morrer vai direto para o céu... Pro céu da boca do bicho!
O preocupado


Te espero lá!
O argumentador


Quando eu morrer eu quero ir para o inferno pois todos meus amigos estarão lá...
O gênio filosófico


Ainda bem que não sou seu amigo!
O argumentador


Quando eu morrer eu não quero ir para o céu não, lá só tem anjinho tocando arpa. Quero ir para o inferno que tem mulherada e Rock'in Roll!
O ateu


Fiquei sabendo que no inferno não tem Rock'in Roll, só cover da banda Calypso.
O argumentador


Tenho dito!

Conversa Curta e GROSSA*

quarta-feira, junho 04, 2008

Num bar o jovem rapaz chegou onde estavam outros dois e pergunta pra um deles:
- Você é o filho da Maria**?
No que obtém a resposta:
- Não sou seu parente!
O jovem rapaz continua...
- É que tem uma menina ali...
- Não sou parente dela!

O jovem rapaz vai embora e o abordado fica com um sorriso sinistro e sacana de canto de boca.

Tenho dito!

*Fato real
**Nome fictício


Falta de alimentos – Verdadeiros Culpados

segunda-feira, maio 26, 2008

Diante da crise mundial de alimentos e de uma necessidade urgente de soluções, decidi primeiro verificar de quem são as verdadeiras responsabilidades desse trágico fato que poderá ser pior e cheguei a uma conclusão que muitos poderão dizer ser preconceituosa, mas que embasado em teorias científicas mostra ser verdadeira minha opinião.

Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Antoine Lavoisier

Com base nessa análise do gênio Lavoisier, comecei a vislumbrar fatos e concluí que: O homem é o que come. Ou seja, para crescer o ser vivo (no caso em questão o homem) vai comendo e a comida se transformando em elementos para sua constituição.

Ao passo que o homem cresce ele vai retendo em si mais alimentos que foram transformados. O que não é utilizado é expelido pelo corpo pelas necessidades fisiológicas.

Sendo assim, os culpados pela falta de alimento no mundo são as pessoas obesas ou gordas, pois elas retém muito alimento em forma de gordura e conseqüentemente estes alimentos não voltam ao ciclo de transformação até que a pessoa esteja morta.

Com isso, quanto mais gordo, mais alimento retido a pessoa possui e menos possibilidade de renovação de alimentos existe.

Visto que a humanidade nunca esteve tão gorda e com tantas pessoas, muitos alimentos que deveriam ir e voltar para alimentar os seres vivos estão retidos em corpos redondinhos.

Assim, como uma seleção forçada a natureza não consegue produzir mais alimentos e consequentemente as pessoas irão emagrecer e com isso despejar os alimentos presos em seus corpos no ciclo natural e assim voltará a ter abundância de alimentos novamente.

Logo, contra a crise de alimentos o melhor a fazer é um regime.

Ps.: Opinião meramente humorística e que não condiz com a realidade. Se você se sentiu ofendido com este texto vá fazer um regime pois provavelmente você está acima do peso.

A Fila

domingo, abril 27, 2008

- Eu não acredito, você viu ontem a novela das oito?
- Sim menina! Que pouca vergonha aquela mulher fazendo aquilo... ela é uma safada e tem que apanhar mesmo do marido...

E assim prosseguia a conversa daquelas duas senhoras na fila do banco, onde o entusiasmo tomava conta e eu me sentia na trama daquela novela, como se eu fosse um coadjuvante prestes a ser protagonista.

- Ela bem que mereceu mesmo, aquele tapa na cara... bem feito, bem feito!
- Ah, mas ele também né? Fica só de olho na vizinha!
- Mas não faz nada...

A conversa seguia embaixo do vento do ar-condicionado e minha ansiedade pelo fim da fila só aumentava, mas vez e outra o único funcionário do caixa que estava em atendendo se ausentava para fazer alguma coisa internamente e assim as duas senhoras conversavam.

Sempre focado nos protagonistas da trama o assunto já me fazia ter raiva, mas deixava rolar.

Demorou mas fui atendido, saí e alguém me falou:

- Você viu aquela que falou que a mulher da novela tinha que apanhar mesmo?
- Sim!
- Ela apanha sempre do marido!

Fui embora, afinal em briga de marido e mulher só se mete a colher se for na novela das oito.

quarta-feira, abril 23, 2008

O mutirão

Pelo escabroso caminho, onde o sol escaldante as fibras retorciam, dentre as chochas pairavam uma tristeza singela que nos arremetia uma angustia profunda. Avistamos uns meninos a correr com um certo espanto que nos trouxe a lembrança de nossa saudosa infância. Descalços e quase desnudos, com seus lábios carnudos corriam em direção de cancela. Pareciam querer delatar um acontecimento profícuo aos seus genitores. De fato. Dentro de alguns instantes o pequeno arraial pareceu ser um formigueiro. Pasmados ficamos, quando avistamos uma pequena multidão que saía das humildes habitações. Em pouco tempo formou-se um batalhão.
Eram os parceleiros que vinham em nossa direção, cada um em sua condução. Uns com facão, outros com foice e arpão, a pé ou a cavalo com um menino na cabeça do arreio e outro na garupa do animal ou de monark com a companheira no banco traseiro de lado com um bebê no colo.
Para a nova empreitada, junto com as enxadas, um desejo ardente que podia ser visto em seus rostos fitos de quem sempre lutou em busca de uma melhora e agora só restaria neste dia uma promessa para suas peripécias.
Achegaram-se, cada um com sua suspeita. Apiaram de suas conduções e ressabiados abeiraram o sinistro casarão, onde esperávamos ansiosos. Sem perceber em nossa prosa, começaram a sorrir com desconfiança e no meio da conversa se desarmaram por completo. E com presteza desempenhamos nossa função, e foi assim que realizamos o mutirão.


Rogério Alves de Carvalho, Goiás 16 de maio de 2006.

Despedida?

sábado, abril 12, 2008

Eles se conheceram e se apaixonaram. Porém a distância entre eles era enorme. Mesmo assim decidiram namorar. De repente ele decidiu terminar e começar um novo ciclo na vida. Crente que estava correto ele terminou tudo e começou um relacionamento com outra pessoa, então, ela escreveu uma carta...

Não sei o motivo de eu estar te escrevendo, mas acabei decidindo isto ontem à noite. Quero te dizer novamente que estou muito triste com esta decisão tomada por você, está doendo demais da conta, não estou agüentando, eu espero suportar tudo isto que esta acontecendo comigo.

Quando liguei para você na quarta-feira à noite eu queria te dizer várias coisas, mas não consegui, acabei chorando, no entanto só fiquei ouvindo novamente suas palavras já decididas. Eu despedi de você dizendo tchau, eu não tinha mais condições de falar mais nada.

Mas resolvi escrever... o quê eu ainda sinto por você, e também o que tenho vontade de falar pra você.

Eu nunca pensei que gostava tanto assim de ti, só agora eu percebi, com a sua perda o quanto eu gosto, aliás, eu estou apaixonada por você, só que não sabia expressar meus sentimentos. Você foi primeira pessoa no qual eu me apaixonei, nunca tinha sentido isto por nenhuma pessoa, porque eu sempre fugia dos homens no qual aproximavam de mim, pois eu tinha medo de sofrer, medo de confiar, e ser decepcionada, não queria ter sofrimento pra minha vida, porque eu generalizava todos os homens como aproveitadores.

Hoje eu penso...
- Com todo aquele medo que eu tinha... como eu fui me envolver tanto assim com você?
Posso concluir que caí em tentação e não resisti ao seu poder sedutor, confiei em ti, e quando a gente confia nas pessoas por algum motivo sempre acaba decepcionando por alguma razão, infelizmente o ser humano não é perfeito.
Eu também cometi um sério erro, eu deveria ter me preparado porque algum dia isso teria um fim, seja ele bom ou ruim.


Naquele dia por telefone eu queria te dizer também, que se você estava confuso, eu queria ir até você, conversar com você pessoalmente, talvez fosse até melhor. Eu estava decidida em ir até você no próximo final de semana agora, mesmo que fosse para ficar somente um dia, eu iria, porque gosto de você e não me conformo em ti perder pra outra pessoa..., mas você já tinha feito a escolha, e disse que não valia mais a pena, por questões de distância entre nós.
Dizem que quando existe amor entre duas pessoas, não importa a distância, e nem as dificuldades encontradas no caminho, basta somente elas quererem. Acho que existiu pelo menos um pouco de amor entre nós, mas não o suficiente.


Você poderia perguntar a mim se eu iria deixar tudo para viver com você agora. A minha resposta sincera é não. Mas se nosso relacionamento ficasse mais sério eu iria morar com você ou você comigo, só com algum tempo iríamos resolver esta questão.

Você chegou em minha vida em um instante e foi embora muito rápido. Mais rápido do que eu imaginava, sinceramente eu pensei que você agüentava toda aquela situação de ficarmos longe um do outro, se comunicando por telefone, e-mail e MSN, mas você não agüentou tanto tempo assim. Pensei também que iríamos decidir nossa situação, quando eu estivesse aí com você pessoalmente.

Como você próprio diz, você é uma pessoa frágil que necessita de contato, agora eu só não entendo se você sabia que era assim frágil porque se envolveu comigo sabendo que não poderia me abraçar e beijar constantemente.
Eu não estou pensando coisas negativas de você não, aliás, muito pelo contrário; somente coisas boas. Às vezes quando dá muita saudade fico lembrando de seus e-mails.


A minha opinião sobre você, não mudou em nada. Continuo lhe admirando pelo seu caráter honesto e trabalhador, sua sinceridade até exagerada, sua inteligência, seu poder de sedução, sua responsabilidade, sua criatividade e por ser um homem extremamente carinhoso. O que faz de você um homem por completo.

Acho que eu disse um pouco do que eu queria falar com você... sentirei muitas saudades suas, mas vou rezar bastante para que este sentimento termine. E também espero que futuramente isso vire uma amizade.

Após ler tais palavras ele chorou como criança longe da mãe, mas era firme em suas opiniões. Firmeza esta que mais tarde viria lhe mostrar o tamanho do erro que havia cometido.
Algum tempo depois os dois voltaram um para o outro e até hoje juram amores e ele promete nunca mais abandoná-la.
Depois de todos os fatos ocorridos dá pra se ver nos olhos deles o quanto se amam e o tamanho do erro que ele cometeria.

Baseado em fatos reais. Hoje o amor entre os dois paira no ar
e pretendem se casar. Que Deus abençoe este amor!

Padre Chico

sexta-feira, dezembro 14, 2007

A vida é um caminho que ao percorrermos encontramos sonhos e desilusões, paixões e amores, amor e ódio. Mesmo com tantas atrações no caminho, a caminhada pela vida seria vã se nela não houvessem pessoas. mercado livre chocolate páscoa computador

Dentre tantas situações que passei, nas mais belas e nas mais tristes sempre haviam outras pessoas envolvidas. amor sexo sonhos viagens

Lembro-me que quando eu era um garoto, que buscava me espelhar nas pessoas adultas para seguir seus exemplos, construí na mente vários heróis. Heróis não como aqueles da TV, mas heróis de verdade. aposta software estude em casa

Ao crescer, percebi que os heróis que eu havia imaginado são, assim como eu, limitados. Porém suas limitações os tornam ainda mais heróis.

Senti necessidade de escrever as linhas anteriores para poder citar um homem que, quando olho minha vida, não há como deixar de perceber a importância dele para minha formação.

Seu nome?
Francisco Cavazzuti, ou como prefiro chamá-lo, Padre Chico.

Lembro-me a festa que meus irmãos e eu fazíamos sempre ao encontrá-lo.

Sempre sorridente e com uma paciência cativante, ele nos envolvia e dava-nos o sentimento de liberdade e responsabilidade que nós ainda crianças não entendíamos.

Sempre nos agradando com doces, presentes, ou com o que ele tinha de melhor a oferecer, as palavras carinhosas, que mesmo quando eram um “puxão de orelha”, como ele gostava de dizer, eram agradáveis.

Não há como esquecer o dia em que minha irmã mais nova nasceu e o Padre Chico, dentro do hospital, olhou pra mim com um sorriso belo e me perguntou com seu sotaque italiano:

- Como ela vai se chamar?

Mesmo que o mundo fosse contra, eu senti que o direito de escolher o nome de minha irmã tinha sido dado a mim e eu não o deixaria escapar, e após alguns segundos de reflexão falei com ar de razão:

- Carolina!

Mesmo sendo um homem que às crianças transmitia no sorriso a doçura do mel, Padre Francisco destilava o fel contra os que praticavam a injustiça. Discursava a favor dos pobres, dos oprimidos e isso fez com que homens poderosos o vissem como inimigo.

Tentaram tirar-lhe a vida, mas não conseguiram, só que roubaram-lhe a visão.

Eu ainda era um garoto, com apenas quatro ou cinco anos, porém lembro-me bem do dia em que ele voltou à casa paroquial de Sanclerlândia após o atentado. Era uma multidão que estava ali para recebê-lo, mostrando assim que ele era amado.

Sempre me sentia orgulhoso de estar perto do Padre Chico, de conduzi-lo até minha casa para que ele pudesse comer das pamonhas que minha mãe fazia.

Fui crescendo, aprendendo mais sobre a vida, porém lá estava o Padre Chico me aconselhando, me confortando em horas difíceis.

Sempre que eu ou minha família precisávamos de um conselho ou até mesmo de ajuda financeira, Padre Chico estava disposto a nos ajudar.

Muitos anos se passaram e hoje já não sou mais criança, porém pude contemplar seu sorriso ao brincar com meus primos pequenos, e posso dizer sem medo de errar que a doçura e a ternura de seu rosto ao sorrir permanecem.

Ainda tenho orgulho de dizer que sou amigo do Padre Chico, ainda sinto-me feliz ao ouvir sua voz com o belo sotaque italiano.

Logo após minha formatura, ao ler para ele minha oratória da colação de grau, me senti muito feliz quando ele me parabenizou dizendo que tinha ficado muito boa.

E de tantos aprendizados que obtive com este homem, posso dizer que meu caráter hoje é parte do que dele recebi.

Com o Padre Chico conheci a Deus, conheci as palavras de Jesus.

Ainda que hoje minha fé seja um pouco diferente da que ele me ensinou, não posso negar que a semente desta fé foi plantada e regada pelas mãos deste semeador.

Em meus vários momentos de reflexão, começo a perder a esperança nos homens, mas Deus em sua infinita misericórdia remete meus pensamentos à pessoa, ao sacerdote, ao homem Francisco Cavazzutti e assim meu coração se enche novamente desta esperança, pois vejo um exemplo de honra, dignidade, amor, fé, vitória...

Pra encerrar estas palavras, que espero, transmitam minha admiração e gratidão, citarei alguns versículos bíblicos:


Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão saciados. Mt. 5,6.

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará; Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza e nele eu confio. Sl. 91,1-2.

E para finalizar, peço licença ao Pai e repito ao Padre Chico as bênçãos Apostólicas:


O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz. (Números 6.24-26)

Estória de Pescador – Criatividade

terça-feira, maio 29, 2007

Ler ouvindo música

Dois caras, felizes da vida em um dia a trabalho fazem uma viagem. Na volta vêem um rio lindo e dizem que um dia pescarão naquele rio. A vontade era tanta que em breve tiveram que voltar na região daquelas águas chamativas (também a trabalho), e quando voltavam da viagem pararam lá no rio novamente com o objetivo de pegar nem que fosse o rabo de um peixe, porém da tralha de pescaria os dois “pescadores” só tinham dois anzóis.
Eles poderiam desanimar, desistir, mas nunca... decidiram encontrar soluções e pescarem.
João disse:
- Vamos procurar linha aqui na beira do rio.
Por incrível que pareça, haviam metros e metros de linhas jogadas às margens do rio... agora só faltavam iscas... mas desistir? Nunca!
Enquanto Cazé amarrava a linha no anzol, João pegou um pedaço de pau e vou “cavucar” na beirada do rio almejando encontrar algumas minhocas, mas em vão.
Desistir, nunca... viva pescaria...
Diante do problema exposto, João encontrou uma garrafa pet cortada ao meio, e vendo alguns peixinhos pequenos que ficavam mais às margens do rio, decidiu colocar a metade da garrafa na água, quando um peixinho entrasse, ele o tirava e o fazia de isca.
Isso é criatividade, que funcionou, João conseguiu pegar três peixinhos, mas com estes peixinhos não conseguiu pegar nenhum maior para cortar e fazer de isca.
Enquanto João pescava, ele ria de Cazé que até então não conseguira pegar nenhum pequenino peixe para se deliciar nos prazeres da pescaria.
Até que um milagre aconteceu, Cazé conseguiu pegar a isca tão almejada, mas este quase escapoliu, pulando na meia garrafa e caindo novamente dentro dela... era um sinal divino.
Cazé, com sua falta de habilidades com pescaria iscou o peixinho e jogou o anzol e esperou, até que um peixe de cerca um palmo de tamanho mordeu a isca e vualá, “pegô o bichim atrivido”.
Agora faltava algo pra cortar o peixe, para fazer dele iscas, só que não haviam facas ou coisa parecida.
João procurou algo que pudesse cortar o peixe e nada, então Cazé viu uma garrafa de cerveja jogada às margens do Rio, Cazé então pegou esta garrafa e quebrou-a, fazendo assim dela um objeto cortante, passando a ao João que conseguiu cortar o peixe, porém algo curioso aconteceu antes desse fato. Da boca do peixe saiu um peixinho que também serviria de isca.
Enquanto João cortava o peixe, Cazé pegou o peixinho que estava anteriormente na barriga do “peixão”, o iscou e vualá, um piau...
- Cagada... duas cagadas! Gritou João.
A farra ia por aí, mas peixes não eram mais pegos. Até que o anzol de Cazé engarranchou num pau e ele perdeu sua tralha de pesca.
Ao procurar algum anzol que poderia estar jogado em algum lugar, Cazé já desistia quando João disse:
- Tem um espetado naquele saco dentro do rio.
Realmente havia o bendito anzol lá, só que pra pegar sem se sujar era impossível, mas com muita insistência Cazé conseguiu pegar aquele saco com um pau, e dali tirou dois anzóis, uma chumbada e muita linha.
Novamente em atividade de pescaria, sem sucesso a polícia florestal chegou. Em época de piracema se não tiver licença pra pescar, é multa ou cadeia, eles não tinham.
Mas os policiais vendo que eles eram muito amadores até orientaram como pegar uns peixes “talvez para tomá-los depois”, mas sem sucesso.
Então João e Cazé decidiram ir embora, dar prosseguimento à viagem, já que com a presença da lei ficaria difícil uma pescaria em paz.
Foram rindo durante a viagem toda, afinal, haviam realizado o grande sonho de pescar naquele belo rio.


Fato real, nomes fictícios.
Amigo que me inspirou a escrever este texto, vá com Deus na sua jornada.

Olhos Fechados

quarta-feira, março 07, 2007

Alaor Filho/AE

Edna Ezequiel, mãe de Alana, chora ao saber da morte da filha

Fechei meus olhos para ignorar o mundo, pra ignorar a verdade, pra ignorar a humanidade.
Quando eles ainda viam, ah! eles já viram, eu contemplava a barbárie humana. Via sangue correndo e escorrendo pelas esquinas. Via a morte parceira da vida.
Já vi beijos, abraços, carinhos e amassos que amassaram e deformaram amores, sonhos.
De um sorriso um brado de horror, de uma música júbilo de crueldade, de uma criança... desta vi a lágrima da inocência descer clamando ajuda no seu silêncio vibrante.
Fechei meus olhos e com ele meu coração. Não aceito mais a dor entrar em mim. Já não deixo que a compaixão me influencie.
Encho me de sofismas e acredito no que quero, do meu jeito, sem me preocupar mais com nada.
Ei motorista, percebes tu que o mundo está desgovernado?
Por favor, pare-o, quero descer.
Onde?
Na estação da paz, da liberdade, do respeito. Bem naquele lugar onde a criança sonha, o adulto é feliz e o velho demonstra seu sorriso banguela.
Ali voltarei a abrir meus olhos.
Mesmo fechando meus olhos, não consigo afastar as lembranças de terror que me cegaram pra que eu vivesse.
Então, por favor!
Pare o mundo que eu quero descer, quero abrir meus olhos e viver!


João Hélio Fernandes, de 6 anos, morreu na noite de quarta-feira após ser arrastado por 14 ruas, um trajeto de sete quilômetros que cruzou quatro bairros da zona norte do Rio. O menino foi levado pelos rapazes que roubaram o Corsa de sua mãe. O garoto ficou preso ao cinto de segurança, do lado de fora do veículo. Durante o trajeto, o menino teve a cabeça arrancada. O carro passou por um quartel do Exército, pelo Fórum e pela Policlínica da Polícia Militar. O crime causou comoção no Rio. http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2007/fev/09/40.htm

Agora me entedam... vou continuar de olhos fechados!

Mercado Livre
Carros, Motos e Outros
Informática
Celulares e Telefonia
Eletrônicos, Áudio e Vídeo
Câmeras e Foto
Acessórios para Veículos
todas as categorias

ABRAÇO DE PROSTITUTA!

quarta-feira, agosto 23, 2006

Aquele abraço não foi um abraço comum, foi mais forte, foi mais sincero, foi um abraço de alguém que sofre, que precisa de apoio, que é desprezada pela sociedade, pelo homem, pela mulher, pelo ateu, pelo cristão, pelo bom e pelo mal.
Naquele abraço vinha sangue, vinha ternura, medo, incertezas, lágrimas e sorriso... um abraço, o abraço, aquele abraço...
O abraço de quem pôde por um momento ouvir que não é inferior a ninguém, que é valiosa.
Não foi um simples abraço, não foi um abraço qualquer, foi O abraço.
Ela tão extrovertida, tão desinibida, faladeira, parecia que trazia a felicidade embalada pra todo mundo, mas na verdade a felicidade estava amassada e envolta na tristesa que a imitava.
Um dia foste criança, adolescente e agora é uma mulher que a vida insiste em lhe dar porradas, insiste em massacrar, insiste e insiste em dizer que o nada é superior.
Vida não faz assim, vida deixe-a viver, vida por que tanta bondade com uns e tanto desprezo com outros.
Ela sabe amar, ela sabe querer, ela sabe sonhar, sabe desejar mas não sabe se libertar. Os motivos de não saber ela também não sabe.
Vida, me dê as chaves do cadeado, das correntes que a amarram. Vida me dê liberdade pra eu libertá-la, pra eu poder vê-la agradecer a vida.
E pisam-na, a humilham como se fosse trapo jogado. Farrapo inútil, objeto de desejo de quem a pisa. Dos pés que a pisam nasce seu sustentáculo, estes pés financiam sua ambição, financiam seu desespero, financiam seu medo.
Às vezes é confidente, é amante, é namorada. Às vezes é apenas um brinquedo prestes a ser jogado fora por homens que já não têm a inocência de uma criança.
Pra mim ela é mulher... e dessa mulher surgiu o abraço que não me sai da mente, esse abraço que não é em função da experiência, mas do desejo de ser reconhecida como gente. É o abraço forte, cativante, é o abraço de prostituta.

Eliane, é assim...

sábado, agosto 05, 2006

PEQUENO ANJO
- Oi!
- Oi...
Assim começou uma história, até agora pequena, sem muitos fatos, mas com algumas emoções intrínsecas.
Após vários "Oi's" e conversas numa tentativa de conhecimento alheio surge o pedido:
- Faz uma crônica pra mim?
- Como assim? Uma crônica pra você? Sobre o que?
- Sobre mim...
Eu que me denominava um cronista (iludido o rapaz) fico sem saber o que escrever e me recorro ao dicionário que me diz que?
crô.ni.ca
s. f. 1. Narração histórica, por ordem cronológica.

Pela definição do dicionário até aqui escrevi uma crônica, se assim procederei até decidir finalizar este texto, não sei...

Sob pedidos de um pequeno Anjo, que nunca olhei nos olhos, nunca ouvi a voz me lancei em frente a um computador pra redigir algum texto que a descreva! Que defina o que ela está sendo pra mim.
Tive que me recorrer às fotos pra descrever os fatos e o que me chamou a atenção foram os cabelos penteados do Anjo! Que lindo! Algo tão simples me chamou a atenção e me prendeu por alguns segundos.
Observei que o Anjo usa óculos e quis saber se é pra enxergar melhor ou apenas para se esconder um pouco mais.
O Anjo sorri, mas seu sorriso é amargo, esconde algo tão misterioso quanto o sorriso da Monalisa.
Mas as fotos não tiraram de mim a impressão que já tinha do Anjo. O Anjo é pequenino no tamanho, mas grande em me fazer bem, em deixar meus momentos mais agradáveis, de me fazer sonhar com alguém que não pude tocar, mas que faz meu coração agitar.
Passo então a querer o Anjo perto de mim, a desejar pegá-lo nos braços. Peço então que Deus me perdoe por querer roubar um beijo do Anjo, mas não suportaria estar ao lado desse ser celestial sem poder tocar meus lábios nos seus.
Mas ainda continua o mistério: Por que o Anjo é tão quietinho, não fala muito de si e parece ter medo de algo que lhe causa sofrimento?
Por que quando recebe um elogio questiona ou agradece de maneira tão formal enquanto quem elogiou espera ao menos um entusiasmado agradecimento?
Por que o Anjo tem medo de contar onde gosta de receber carinho?
E por que o Anjo me conquistou assim?
O Anjo tem me provocado dúvidas e suspiros. Pra cada pergunta um suspiro, pra cada suspiro um desejo. Desejo de abraçar e ser envolto nas suas asas; desejo do juntar meus lábios aos seus; desejo do sussurrar ao pé do ouvido; desejo do corpo a corpo aquecido na ternura do carinho e no fogo da paixão.
Anjo fascinante que se eu pudesse roubaria-lhe as asas e voaria até seus braços e depois lhe levaria pra passear no mundo da inconseqüente aventura que é se entregar ao amor.
Anjinho pequenino contes a mim teus segredos, deixe-me ter um pouco de você guardado em meu coração, deixe-me ser seu confidente, amigo, amante, amado!
Anjo deixe-me ser seu...

Eu e a Fossa

quinta-feira, junho 22, 2006

Existem situações no mundo que não consigo compreender. Dentre tantas uma está me assolando agora. Estou tentando entender os motivos de necessitarmos ficar meio tristes, meio deprê.

É tão bom sorrir, conversar, falar asneiras... mas de repente a mente, a alma anseia a amargura, se envaidece na tristeza e solicita a angústia como companheira. Não que eu ache que depressão seja um sentimento maravilhoso, mas ele entorpece o orgulho, enche o ego e fascina o medo.

Os sentimentos se confundem entre querer se alegrar e querer se “enfossar” ainda mais. Desculpe o neologismo, mas senti necessidade de cria-lo, afinal sempre dizemos quando estamos tristes que estamos numa fossa.

O dia todo foi legal, interessante, com responsabilidades, brincadeiras e certeza de que pra vencer tem que lutar. Já a noite veio a sensação de que é preciso ficar sozinho, sozinho mesmo, sem ninguém pra conversar, pra falar o que pensa, pra dar opinião que pra mim, ao menos agora, não servirá pra nada, a não ser pra alimentar o rancor que surge nestes momentos de baixa auto-estima.

O que mais contradiz minha mente é o ser humano sempre estar buscando a felicidade e alimentar tanto a tristeza. Eu mesmo estou aqui numa necessidade de sorrir, mas a falta de alegria me faz ouvir músicas depressivas, alimentar saudades, questionar atitudes, enfim, me faz fechar os olhos pra ver se as lágrimas vêm.

Eu, um homem forte, alegre, inteligente e sagaz me vejo derrubado por nada, sem motivos. Mesmo assim as pessoas insistem em estar falando comigo, ora, deixe-me curtir o desgaste da minha alma nesse veneno mortal que satisfaz-me, não fale comigo, me deixe sonhar como eu quero sonhar. Suas opiniões não me valem agora, o que me valem sou eu e eu.

Eu mesmo, homem forte, alegre, inteligente e com a sagacidade em xeque quero amar e odiar ao mesmo tempo. Quero carinho e aversão, quero contradizer o gostar, quero cuspir no sorriso e cantar cânticos fúnebres nas festas de salão.

Quero ver a natureza bela, ao passo que acendo fogo pra queimar tudo ao meu redor, e no fogo ver a beleza que saía do sorriso de quem já me apaixonei.

Não quero a morte, não quero sentir o cheiro dela, não quero pensar nela, mas a quero do meu lado me fazendo refletir sobre a vida, assim chegarei a conclusão que viver é lindo e a beleza é triste, e a tristeza, ah, essa quer me abraçar como um manto que me cobre nas noites mais gélidas desse país tropical.

Mas ainda insistem em me atazanar, me falando coisas que não me interessam. Quero paz, paz pra mim. Não me atormente, por favor, deixe me acabar de escrever esta inutilidade!

Já que não me deixam em paz, vou é mesmo parar de escrever e sonhar com a poeira dos olhos de quem nunca olhou pra mim...