Incertesa

sexta-feira, abril 18, 2008

Eu observava aquele rapaz com um ar questionador, afinal ele me aguçara a curiosidade e me fizera tentar decifrar seus pensamentos e seus sentimentos.

Um rapaz elegante, mas que trazia no semblante uma tristeza arrasadora, que fazia qualquer transeunte parar e observá-lo nem que fosse por um momento.

Com uma caneta na mão e um papel apoiado sobre um pedaço de madeira em seu colo ele redigia algo, e este algo era o que vinha ainda mais aguçar minha curiosidade e me fazia perguntar a mim mesmo o que estava sendo ali traçado.

Pela tristeza facial do rapaz eu imaginava ser uma carta de despedida da vida, parecia ser uma daquelas cartas que alguém que decidira se matar escreve, mas como ter certeza? Eu já me sufocava em curiosidades e também já era alvo de observações, afinal eu me somava àquele rapaz na tarefa de ficar parado com ar reflexivo.

Enquanto redigia sua epístola (acredito que fosse uma) o rapaz olhava para o alto da serra que estava a sua frente, mesmo tão longe ela se fazia perto em seu olhar.

Ele olhava a serra e o papel, eu o olhava e observava quem nos observava.

De observador passei a ser observado, de curioso passei a ser intrometido, enxerido de uma forma que desmoronava qualquer privacidade e tirava do rapaz o direito de escrever seus pensamentos... pensamentos estes que deveriam ser fúnebres (ao menos era meu desejo).

Ao passo que as palavras iam surgindo naquele papel branco eu gritava por dentro de curiosidade, mas num súbito levantar o rapaz embolou o papel e o jogou no chão, indo embora rapidamente.

Mal o autor das linhas havia se virado e eu peguei suas anotações e comecei a ler, na qual ela trazia o texto:

“Já não sei se vale a pena viver, a angústia toma conta de mim. Sei que muitos têm coragem de lutar contra seus medos, mas as incertesas da vida me fazem desistir...”
...
...
“... e assim declaro minha despedida da vida para buscar uma nova aventura em outro mundo.”
Ao ler a carta eu me enlouqueci, fiquei desesperado pra encontrar o rapaz e dar lhe uns conselhos, mas não o encontrei. Por isso peço por favor, se alguém o encontrar dê um recado meu: Incerteza é com Z e não com S.

Despedida?

sábado, abril 12, 2008

Eles se conheceram e se apaixonaram. Porém a distância entre eles era enorme. Mesmo assim decidiram namorar. De repente ele decidiu terminar e começar um novo ciclo na vida. Crente que estava correto ele terminou tudo e começou um relacionamento com outra pessoa, então, ela escreveu uma carta...

Não sei o motivo de eu estar te escrevendo, mas acabei decidindo isto ontem à noite. Quero te dizer novamente que estou muito triste com esta decisão tomada por você, está doendo demais da conta, não estou agüentando, eu espero suportar tudo isto que esta acontecendo comigo.

Quando liguei para você na quarta-feira à noite eu queria te dizer várias coisas, mas não consegui, acabei chorando, no entanto só fiquei ouvindo novamente suas palavras já decididas. Eu despedi de você dizendo tchau, eu não tinha mais condições de falar mais nada.

Mas resolvi escrever... o quê eu ainda sinto por você, e também o que tenho vontade de falar pra você.

Eu nunca pensei que gostava tanto assim de ti, só agora eu percebi, com a sua perda o quanto eu gosto, aliás, eu estou apaixonada por você, só que não sabia expressar meus sentimentos. Você foi primeira pessoa no qual eu me apaixonei, nunca tinha sentido isto por nenhuma pessoa, porque eu sempre fugia dos homens no qual aproximavam de mim, pois eu tinha medo de sofrer, medo de confiar, e ser decepcionada, não queria ter sofrimento pra minha vida, porque eu generalizava todos os homens como aproveitadores.

Hoje eu penso...
- Com todo aquele medo que eu tinha... como eu fui me envolver tanto assim com você?
Posso concluir que caí em tentação e não resisti ao seu poder sedutor, confiei em ti, e quando a gente confia nas pessoas por algum motivo sempre acaba decepcionando por alguma razão, infelizmente o ser humano não é perfeito.
Eu também cometi um sério erro, eu deveria ter me preparado porque algum dia isso teria um fim, seja ele bom ou ruim.


Naquele dia por telefone eu queria te dizer também, que se você estava confuso, eu queria ir até você, conversar com você pessoalmente, talvez fosse até melhor. Eu estava decidida em ir até você no próximo final de semana agora, mesmo que fosse para ficar somente um dia, eu iria, porque gosto de você e não me conformo em ti perder pra outra pessoa..., mas você já tinha feito a escolha, e disse que não valia mais a pena, por questões de distância entre nós.
Dizem que quando existe amor entre duas pessoas, não importa a distância, e nem as dificuldades encontradas no caminho, basta somente elas quererem. Acho que existiu pelo menos um pouco de amor entre nós, mas não o suficiente.


Você poderia perguntar a mim se eu iria deixar tudo para viver com você agora. A minha resposta sincera é não. Mas se nosso relacionamento ficasse mais sério eu iria morar com você ou você comigo, só com algum tempo iríamos resolver esta questão.

Você chegou em minha vida em um instante e foi embora muito rápido. Mais rápido do que eu imaginava, sinceramente eu pensei que você agüentava toda aquela situação de ficarmos longe um do outro, se comunicando por telefone, e-mail e MSN, mas você não agüentou tanto tempo assim. Pensei também que iríamos decidir nossa situação, quando eu estivesse aí com você pessoalmente.

Como você próprio diz, você é uma pessoa frágil que necessita de contato, agora eu só não entendo se você sabia que era assim frágil porque se envolveu comigo sabendo que não poderia me abraçar e beijar constantemente.
Eu não estou pensando coisas negativas de você não, aliás, muito pelo contrário; somente coisas boas. Às vezes quando dá muita saudade fico lembrando de seus e-mails.


A minha opinião sobre você, não mudou em nada. Continuo lhe admirando pelo seu caráter honesto e trabalhador, sua sinceridade até exagerada, sua inteligência, seu poder de sedução, sua responsabilidade, sua criatividade e por ser um homem extremamente carinhoso. O que faz de você um homem por completo.

Acho que eu disse um pouco do que eu queria falar com você... sentirei muitas saudades suas, mas vou rezar bastante para que este sentimento termine. E também espero que futuramente isso vire uma amizade.

Após ler tais palavras ele chorou como criança longe da mãe, mas era firme em suas opiniões. Firmeza esta que mais tarde viria lhe mostrar o tamanho do erro que havia cometido.
Algum tempo depois os dois voltaram um para o outro e até hoje juram amores e ele promete nunca mais abandoná-la.
Depois de todos os fatos ocorridos dá pra se ver nos olhos deles o quanto se amam e o tamanho do erro que ele cometeria.

Baseado em fatos reais. Hoje o amor entre os dois paira no ar
e pretendem se casar. Que Deus abençoe este amor!

Via Láctea - Legião Urbana

segunda-feira, março 03, 2008

Tem dias que nos sentimos assim, como nesta música! Não sabemos se cantamos ou se choramos.

Mas mesmo assim, tenho certeza que viver vale a pena!

Palavras

E esconderam de mim seus olhos, deixando ocultado assim o brilho devastador de seu olhar. Fumegando em chamas ardentes, enlouquecedoras ondas de calor cobriram meu ser ao ouvir sua voz. informática placa mãe vendas

Clamei por socorro, mas já não adiantava, me via envolvido em teus gestos, em teu movimentar de dedos que percorriam seus cabelos. Cabelos que me fazem petrificar o olhar ao olhá-los, ar ao olhá-los, tal como a
Medusa, mas ao contrário desse ser "indivino", você traz a beleza. submarino viagens

As ondas sonoras que se propagam dos teus lábios me fazem tremer e tricam meu ser como o barulho forte quebra o cristal. músicas toques de celular

Assim, busco fechar meus olhos, interceptar meu olfato, tapar meus ouvidos para que não seja envolvido na graciosa presença dessa linda garota, garota essa que quero sempre chamar de amor... quando o destino permitir e nos juntar envoltos numa manta de desejos! tropa de elite

Caminhos

terça-feira, dezembro 18, 2007

Os passos passam, passeiam, Vagueiam.
Os caminhos vão ficando e ao longe entoam a saudade afinando a nota da esperança.
Os percalços, buracos, desvios...
O retorno, o arrependimento, o fim?
Percorrer eu quero, desejo, porém ao horizonte há escuridão.
O sol se põe, a lua não nasce, as estrelas morreram e a luz já não é minha amiga.
Medo, terror... Ouço passos, não assusto, passos meus quebram os ruídos.
Um brilho, uma claridade, uma luz quero encontrar.
Tão brilhante, ao longe, impalpável, intocável.
O vento não sopra, o frio agride, um homem chora e na caminhada regride.
Joelhos ao chão, pedidos de perdão, declaração de amor, parecem uma oração.
Desejos obtusos, lábios trêmulos, sonhos alcançados.
A caminhada recomeça agora sobre sua proteção, ao seu lado, passo a passo, é assim minha caminhada... pen drive hd mercado livre flores amor rede apostilas concurso inss correios

Padre Chico

sexta-feira, dezembro 14, 2007

A vida é um caminho que ao percorrermos encontramos sonhos e desilusões, paixões e amores, amor e ódio. Mesmo com tantas atrações no caminho, a caminhada pela vida seria vã se nela não houvessem pessoas. mercado livre chocolate páscoa computador

Dentre tantas situações que passei, nas mais belas e nas mais tristes sempre haviam outras pessoas envolvidas. amor sexo sonhos viagens

Lembro-me que quando eu era um garoto, que buscava me espelhar nas pessoas adultas para seguir seus exemplos, construí na mente vários heróis. Heróis não como aqueles da TV, mas heróis de verdade. aposta software estude em casa

Ao crescer, percebi que os heróis que eu havia imaginado são, assim como eu, limitados. Porém suas limitações os tornam ainda mais heróis.

Senti necessidade de escrever as linhas anteriores para poder citar um homem que, quando olho minha vida, não há como deixar de perceber a importância dele para minha formação.

Seu nome?
Francisco Cavazzuti, ou como prefiro chamá-lo, Padre Chico.

Lembro-me a festa que meus irmãos e eu fazíamos sempre ao encontrá-lo.

Sempre sorridente e com uma paciência cativante, ele nos envolvia e dava-nos o sentimento de liberdade e responsabilidade que nós ainda crianças não entendíamos.

Sempre nos agradando com doces, presentes, ou com o que ele tinha de melhor a oferecer, as palavras carinhosas, que mesmo quando eram um “puxão de orelha”, como ele gostava de dizer, eram agradáveis.

Não há como esquecer o dia em que minha irmã mais nova nasceu e o Padre Chico, dentro do hospital, olhou pra mim com um sorriso belo e me perguntou com seu sotaque italiano:

- Como ela vai se chamar?

Mesmo que o mundo fosse contra, eu senti que o direito de escolher o nome de minha irmã tinha sido dado a mim e eu não o deixaria escapar, e após alguns segundos de reflexão falei com ar de razão:

- Carolina!

Mesmo sendo um homem que às crianças transmitia no sorriso a doçura do mel, Padre Francisco destilava o fel contra os que praticavam a injustiça. Discursava a favor dos pobres, dos oprimidos e isso fez com que homens poderosos o vissem como inimigo.

Tentaram tirar-lhe a vida, mas não conseguiram, só que roubaram-lhe a visão.

Eu ainda era um garoto, com apenas quatro ou cinco anos, porém lembro-me bem do dia em que ele voltou à casa paroquial de Sanclerlândia após o atentado. Era uma multidão que estava ali para recebê-lo, mostrando assim que ele era amado.

Sempre me sentia orgulhoso de estar perto do Padre Chico, de conduzi-lo até minha casa para que ele pudesse comer das pamonhas que minha mãe fazia.

Fui crescendo, aprendendo mais sobre a vida, porém lá estava o Padre Chico me aconselhando, me confortando em horas difíceis.

Sempre que eu ou minha família precisávamos de um conselho ou até mesmo de ajuda financeira, Padre Chico estava disposto a nos ajudar.

Muitos anos se passaram e hoje já não sou mais criança, porém pude contemplar seu sorriso ao brincar com meus primos pequenos, e posso dizer sem medo de errar que a doçura e a ternura de seu rosto ao sorrir permanecem.

Ainda tenho orgulho de dizer que sou amigo do Padre Chico, ainda sinto-me feliz ao ouvir sua voz com o belo sotaque italiano.

Logo após minha formatura, ao ler para ele minha oratória da colação de grau, me senti muito feliz quando ele me parabenizou dizendo que tinha ficado muito boa.

E de tantos aprendizados que obtive com este homem, posso dizer que meu caráter hoje é parte do que dele recebi.

Com o Padre Chico conheci a Deus, conheci as palavras de Jesus.

Ainda que hoje minha fé seja um pouco diferente da que ele me ensinou, não posso negar que a semente desta fé foi plantada e regada pelas mãos deste semeador.

Em meus vários momentos de reflexão, começo a perder a esperança nos homens, mas Deus em sua infinita misericórdia remete meus pensamentos à pessoa, ao sacerdote, ao homem Francisco Cavazzutti e assim meu coração se enche novamente desta esperança, pois vejo um exemplo de honra, dignidade, amor, fé, vitória...

Pra encerrar estas palavras, que espero, transmitam minha admiração e gratidão, citarei alguns versículos bíblicos:


Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão saciados. Mt. 5,6.

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará; Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza e nele eu confio. Sl. 91,1-2.

E para finalizar, peço licença ao Pai e repito ao Padre Chico as bênçãos Apostólicas:


O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz. (Números 6.24-26)

Estória de Pescador – Criatividade

terça-feira, maio 29, 2007

Ler ouvindo música

Dois caras, felizes da vida em um dia a trabalho fazem uma viagem. Na volta vêem um rio lindo e dizem que um dia pescarão naquele rio. A vontade era tanta que em breve tiveram que voltar na região daquelas águas chamativas (também a trabalho), e quando voltavam da viagem pararam lá no rio novamente com o objetivo de pegar nem que fosse o rabo de um peixe, porém da tralha de pescaria os dois “pescadores” só tinham dois anzóis.
Eles poderiam desanimar, desistir, mas nunca... decidiram encontrar soluções e pescarem.
João disse:
- Vamos procurar linha aqui na beira do rio.
Por incrível que pareça, haviam metros e metros de linhas jogadas às margens do rio... agora só faltavam iscas... mas desistir? Nunca!
Enquanto Cazé amarrava a linha no anzol, João pegou um pedaço de pau e vou “cavucar” na beirada do rio almejando encontrar algumas minhocas, mas em vão.
Desistir, nunca... viva pescaria...
Diante do problema exposto, João encontrou uma garrafa pet cortada ao meio, e vendo alguns peixinhos pequenos que ficavam mais às margens do rio, decidiu colocar a metade da garrafa na água, quando um peixinho entrasse, ele o tirava e o fazia de isca.
Isso é criatividade, que funcionou, João conseguiu pegar três peixinhos, mas com estes peixinhos não conseguiu pegar nenhum maior para cortar e fazer de isca.
Enquanto João pescava, ele ria de Cazé que até então não conseguira pegar nenhum pequenino peixe para se deliciar nos prazeres da pescaria.
Até que um milagre aconteceu, Cazé conseguiu pegar a isca tão almejada, mas este quase escapoliu, pulando na meia garrafa e caindo novamente dentro dela... era um sinal divino.
Cazé, com sua falta de habilidades com pescaria iscou o peixinho e jogou o anzol e esperou, até que um peixe de cerca um palmo de tamanho mordeu a isca e vualá, “pegô o bichim atrivido”.
Agora faltava algo pra cortar o peixe, para fazer dele iscas, só que não haviam facas ou coisa parecida.
João procurou algo que pudesse cortar o peixe e nada, então Cazé viu uma garrafa de cerveja jogada às margens do Rio, Cazé então pegou esta garrafa e quebrou-a, fazendo assim dela um objeto cortante, passando a ao João que conseguiu cortar o peixe, porém algo curioso aconteceu antes desse fato. Da boca do peixe saiu um peixinho que também serviria de isca.
Enquanto João cortava o peixe, Cazé pegou o peixinho que estava anteriormente na barriga do “peixão”, o iscou e vualá, um piau...
- Cagada... duas cagadas! Gritou João.
A farra ia por aí, mas peixes não eram mais pegos. Até que o anzol de Cazé engarranchou num pau e ele perdeu sua tralha de pesca.
Ao procurar algum anzol que poderia estar jogado em algum lugar, Cazé já desistia quando João disse:
- Tem um espetado naquele saco dentro do rio.
Realmente havia o bendito anzol lá, só que pra pegar sem se sujar era impossível, mas com muita insistência Cazé conseguiu pegar aquele saco com um pau, e dali tirou dois anzóis, uma chumbada e muita linha.
Novamente em atividade de pescaria, sem sucesso a polícia florestal chegou. Em época de piracema se não tiver licença pra pescar, é multa ou cadeia, eles não tinham.
Mas os policiais vendo que eles eram muito amadores até orientaram como pegar uns peixes “talvez para tomá-los depois”, mas sem sucesso.
Então João e Cazé decidiram ir embora, dar prosseguimento à viagem, já que com a presença da lei ficaria difícil uma pescaria em paz.
Foram rindo durante a viagem toda, afinal, haviam realizado o grande sonho de pescar naquele belo rio.


Fato real, nomes fictícios.
Amigo que me inspirou a escrever este texto, vá com Deus na sua jornada.

Choro de uma amiga amada!

sexta-feira, maio 18, 2007

Choro de uma amiga amada!
Eu não quero mais ouvir você chorando... mas estarei contigo sempre que as lágrimas insistirem em cair.
Não quero mais que sofras, mas estarei contigo sempre que precisar de ajuda.
Quando a lágrima descer novamente no seu rosto, quero poder estar presente pra ajudar-te, pra esquentar seu coração com meu abraço.
Quando a fé estiver acabando, quero olhar em teus olhos para reacendê-la em seu coração.
Enquanto houver o brilho dessa linda ESTRELA, agradecerei a Deus por me iluminar com tamanha luz.

De repente me lembro do que Paulo disse:
AINDA QUE EU FALE A LÍNGUA DOS ANJOS E DOS HOMENS, SEM AMOR... EU NADA SERIA!

Não são muitas as palavras, porém meus sentimentos são fortes e querem colocar bálsamo em sua dor.

NÃO SE ESQUEÇA:
SE RENDA AOS BRAÇOS DO PAI.

Dedicado a minha Baianinha que é uma ESTRELA que brilha na minha vida.

Olhos Fechados

quarta-feira, março 07, 2007

Alaor Filho/AE

Edna Ezequiel, mãe de Alana, chora ao saber da morte da filha

Fechei meus olhos para ignorar o mundo, pra ignorar a verdade, pra ignorar a humanidade.
Quando eles ainda viam, ah! eles já viram, eu contemplava a barbárie humana. Via sangue correndo e escorrendo pelas esquinas. Via a morte parceira da vida.
Já vi beijos, abraços, carinhos e amassos que amassaram e deformaram amores, sonhos.
De um sorriso um brado de horror, de uma música júbilo de crueldade, de uma criança... desta vi a lágrima da inocência descer clamando ajuda no seu silêncio vibrante.
Fechei meus olhos e com ele meu coração. Não aceito mais a dor entrar em mim. Já não deixo que a compaixão me influencie.
Encho me de sofismas e acredito no que quero, do meu jeito, sem me preocupar mais com nada.
Ei motorista, percebes tu que o mundo está desgovernado?
Por favor, pare-o, quero descer.
Onde?
Na estação da paz, da liberdade, do respeito. Bem naquele lugar onde a criança sonha, o adulto é feliz e o velho demonstra seu sorriso banguela.
Ali voltarei a abrir meus olhos.
Mesmo fechando meus olhos, não consigo afastar as lembranças de terror que me cegaram pra que eu vivesse.
Então, por favor!
Pare o mundo que eu quero descer, quero abrir meus olhos e viver!


João Hélio Fernandes, de 6 anos, morreu na noite de quarta-feira após ser arrastado por 14 ruas, um trajeto de sete quilômetros que cruzou quatro bairros da zona norte do Rio. O menino foi levado pelos rapazes que roubaram o Corsa de sua mãe. O garoto ficou preso ao cinto de segurança, do lado de fora do veículo. Durante o trajeto, o menino teve a cabeça arrancada. O carro passou por um quartel do Exército, pelo Fórum e pela Policlínica da Polícia Militar. O crime causou comoção no Rio. http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2007/fev/09/40.htm

Agora me entedam... vou continuar de olhos fechados!

Mercado Livre
Carros, Motos e Outros
Informática
Celulares e Telefonia
Eletrônicos, Áudio e Vídeo
Câmeras e Foto
Acessórios para Veículos
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ABRAÇO DE PROSTITUTA!

quarta-feira, agosto 23, 2006

Aquele abraço não foi um abraço comum, foi mais forte, foi mais sincero, foi um abraço de alguém que sofre, que precisa de apoio, que é desprezada pela sociedade, pelo homem, pela mulher, pelo ateu, pelo cristão, pelo bom e pelo mal.
Naquele abraço vinha sangue, vinha ternura, medo, incertezas, lágrimas e sorriso... um abraço, o abraço, aquele abraço...
O abraço de quem pôde por um momento ouvir que não é inferior a ninguém, que é valiosa.
Não foi um simples abraço, não foi um abraço qualquer, foi O abraço.
Ela tão extrovertida, tão desinibida, faladeira, parecia que trazia a felicidade embalada pra todo mundo, mas na verdade a felicidade estava amassada e envolta na tristesa que a imitava.
Um dia foste criança, adolescente e agora é uma mulher que a vida insiste em lhe dar porradas, insiste em massacrar, insiste e insiste em dizer que o nada é superior.
Vida não faz assim, vida deixe-a viver, vida por que tanta bondade com uns e tanto desprezo com outros.
Ela sabe amar, ela sabe querer, ela sabe sonhar, sabe desejar mas não sabe se libertar. Os motivos de não saber ela também não sabe.
Vida, me dê as chaves do cadeado, das correntes que a amarram. Vida me dê liberdade pra eu libertá-la, pra eu poder vê-la agradecer a vida.
E pisam-na, a humilham como se fosse trapo jogado. Farrapo inútil, objeto de desejo de quem a pisa. Dos pés que a pisam nasce seu sustentáculo, estes pés financiam sua ambição, financiam seu desespero, financiam seu medo.
Às vezes é confidente, é amante, é namorada. Às vezes é apenas um brinquedo prestes a ser jogado fora por homens que já não têm a inocência de uma criança.
Pra mim ela é mulher... e dessa mulher surgiu o abraço que não me sai da mente, esse abraço que não é em função da experiência, mas do desejo de ser reconhecida como gente. É o abraço forte, cativante, é o abraço de prostituta.

Eliane, é assim...

sábado, agosto 05, 2006

PEQUENO ANJO
- Oi!
- Oi...
Assim começou uma história, até agora pequena, sem muitos fatos, mas com algumas emoções intrínsecas.
Após vários "Oi's" e conversas numa tentativa de conhecimento alheio surge o pedido:
- Faz uma crônica pra mim?
- Como assim? Uma crônica pra você? Sobre o que?
- Sobre mim...
Eu que me denominava um cronista (iludido o rapaz) fico sem saber o que escrever e me recorro ao dicionário que me diz que?
crô.ni.ca
s. f. 1. Narração histórica, por ordem cronológica.

Pela definição do dicionário até aqui escrevi uma crônica, se assim procederei até decidir finalizar este texto, não sei...

Sob pedidos de um pequeno Anjo, que nunca olhei nos olhos, nunca ouvi a voz me lancei em frente a um computador pra redigir algum texto que a descreva! Que defina o que ela está sendo pra mim.
Tive que me recorrer às fotos pra descrever os fatos e o que me chamou a atenção foram os cabelos penteados do Anjo! Que lindo! Algo tão simples me chamou a atenção e me prendeu por alguns segundos.
Observei que o Anjo usa óculos e quis saber se é pra enxergar melhor ou apenas para se esconder um pouco mais.
O Anjo sorri, mas seu sorriso é amargo, esconde algo tão misterioso quanto o sorriso da Monalisa.
Mas as fotos não tiraram de mim a impressão que já tinha do Anjo. O Anjo é pequenino no tamanho, mas grande em me fazer bem, em deixar meus momentos mais agradáveis, de me fazer sonhar com alguém que não pude tocar, mas que faz meu coração agitar.
Passo então a querer o Anjo perto de mim, a desejar pegá-lo nos braços. Peço então que Deus me perdoe por querer roubar um beijo do Anjo, mas não suportaria estar ao lado desse ser celestial sem poder tocar meus lábios nos seus.
Mas ainda continua o mistério: Por que o Anjo é tão quietinho, não fala muito de si e parece ter medo de algo que lhe causa sofrimento?
Por que quando recebe um elogio questiona ou agradece de maneira tão formal enquanto quem elogiou espera ao menos um entusiasmado agradecimento?
Por que o Anjo tem medo de contar onde gosta de receber carinho?
E por que o Anjo me conquistou assim?
O Anjo tem me provocado dúvidas e suspiros. Pra cada pergunta um suspiro, pra cada suspiro um desejo. Desejo de abraçar e ser envolto nas suas asas; desejo do juntar meus lábios aos seus; desejo do sussurrar ao pé do ouvido; desejo do corpo a corpo aquecido na ternura do carinho e no fogo da paixão.
Anjo fascinante que se eu pudesse roubaria-lhe as asas e voaria até seus braços e depois lhe levaria pra passear no mundo da inconseqüente aventura que é se entregar ao amor.
Anjinho pequenino contes a mim teus segredos, deixe-me ter um pouco de você guardado em meu coração, deixe-me ser seu confidente, amigo, amante, amado!
Anjo deixe-me ser seu...

Eu e a Fossa

quinta-feira, junho 22, 2006

Existem situações no mundo que não consigo compreender. Dentre tantas uma está me assolando agora. Estou tentando entender os motivos de necessitarmos ficar meio tristes, meio deprê.

É tão bom sorrir, conversar, falar asneiras... mas de repente a mente, a alma anseia a amargura, se envaidece na tristeza e solicita a angústia como companheira. Não que eu ache que depressão seja um sentimento maravilhoso, mas ele entorpece o orgulho, enche o ego e fascina o medo.

Os sentimentos se confundem entre querer se alegrar e querer se “enfossar” ainda mais. Desculpe o neologismo, mas senti necessidade de cria-lo, afinal sempre dizemos quando estamos tristes que estamos numa fossa.

O dia todo foi legal, interessante, com responsabilidades, brincadeiras e certeza de que pra vencer tem que lutar. Já a noite veio a sensação de que é preciso ficar sozinho, sozinho mesmo, sem ninguém pra conversar, pra falar o que pensa, pra dar opinião que pra mim, ao menos agora, não servirá pra nada, a não ser pra alimentar o rancor que surge nestes momentos de baixa auto-estima.

O que mais contradiz minha mente é o ser humano sempre estar buscando a felicidade e alimentar tanto a tristeza. Eu mesmo estou aqui numa necessidade de sorrir, mas a falta de alegria me faz ouvir músicas depressivas, alimentar saudades, questionar atitudes, enfim, me faz fechar os olhos pra ver se as lágrimas vêm.

Eu, um homem forte, alegre, inteligente e sagaz me vejo derrubado por nada, sem motivos. Mesmo assim as pessoas insistem em estar falando comigo, ora, deixe-me curtir o desgaste da minha alma nesse veneno mortal que satisfaz-me, não fale comigo, me deixe sonhar como eu quero sonhar. Suas opiniões não me valem agora, o que me valem sou eu e eu.

Eu mesmo, homem forte, alegre, inteligente e com a sagacidade em xeque quero amar e odiar ao mesmo tempo. Quero carinho e aversão, quero contradizer o gostar, quero cuspir no sorriso e cantar cânticos fúnebres nas festas de salão.

Quero ver a natureza bela, ao passo que acendo fogo pra queimar tudo ao meu redor, e no fogo ver a beleza que saía do sorriso de quem já me apaixonei.

Não quero a morte, não quero sentir o cheiro dela, não quero pensar nela, mas a quero do meu lado me fazendo refletir sobre a vida, assim chegarei a conclusão que viver é lindo e a beleza é triste, e a tristeza, ah, essa quer me abraçar como um manto que me cobre nas noites mais gélidas desse país tropical.

Mas ainda insistem em me atazanar, me falando coisas que não me interessam. Quero paz, paz pra mim. Não me atormente, por favor, deixe me acabar de escrever esta inutilidade!

Já que não me deixam em paz, vou é mesmo parar de escrever e sonhar com a poeira dos olhos de quem nunca olhou pra mim...

Puro sangue puxando carroça!

quarta-feira, março 15, 2006


Puro sangue puxando carroça!

Em mais um dia de trabalho (não árduo, até prazeroso) tive um momento de reflexão, não quando eu estava trabalhando, mas quando eu estava indo almoçar...
Reflexão esta que não se originou de minha mente acomodada, mas de mentes alheias que contribuem tanto pra que minha mente funcione, reflita e se culpe e desculpe pelos erros e anseios do “não pensar” e do “não fazer direito”.
Mas voltando ao fato gerador da reflexão, este foi apenas um fato “corriqueiro” de nossas abastadas cidades, onde o belo se contradiz ao trágico. O fato é que um homem puxava uma carroça.
Tá bom, sei que vocês já viram isso antes e veremos ainda por muito tempo.
Pra dar continuidade no meu raciocínio vai um trecho da música “Dom Quixote” dos Engenheiros do Hawaii:

"Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
na ponta dos cascos e fora do páreo
puro sangue, puxando carroça"

Como pode um homem, o ser dominador do mundo puxar carroça?
Como pode um bípede se tornar em um equino para poder comer, não as favas pra onde devo mandar muita gente, mas comer o pão, mesmo que esse seja o que o Diabo amassou, se é pra sobreviver vale até farofa de macumba, ou vale ser esculhambado, olhado com rejeição, ser olhado como lixo, lixo este que estava dentro da carroça.
No momento pode até dar dó, doer por dentro, então (aí sim vem a reflexão) eu viro meu rosto e imagino belas paisagens, ou eu olho, deixo-me torturar como um masoquista pra depois dizer que fiquei com dó, ou faço pior, pego alí alguns centavos e entrego pra ele e digo: - Compre algo pra você comer!
Agora sim, quem tem que ir as favas sou eu.
O preço da minha consciência?
Apenas algumas moedas.
Sim, ao dar algumas moedas ao puxador de carroça, puro sangue por sinal, eu estou abdicando me da culpa, me sentino um santo que ajuda nas causas alheias e que amo segundo Jesus mandou.
É, na verdade aquela vergonhosa esmola é pra comprar minha consciência, sarar meu orgulho ferido e matar a vontade de agir de uma forma realmente justa e inteligente pra que a situação mude, ou, ao menos melhore.
E o pior ainda está por vir.
Quando vejo um deputado que se vende por alguns mil reais ou doláres fico indignado. Que vergonha! Ainda reclamo! Mas eu me vendi por moedas, algumas moedas.
É, minha honestidade é herege...

Minha oratória na formatura

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Desde criança eu sinto medo. Medo de perder, medo de ter que mudar, medo de enfrentar a realidade, mas aprendi, forçadamente, que o corajoso não é quem não tem medo, mas sim quem consegue superar esse medo, ir contra ele.

Um desses medos foi entrar na escola; com o tempo o medo maior foi não passar no vestibular, porém, se por destino, se por benção de Deus, se por mérito ou sorte eu consegui vencer esta etapa e comigo outras 39 pessoas que pleiteavam ali sonhos.

Alguns, no início da caminhada desistiram; outros no meio dela decidiram por caminhar em novas estradas; outros fizeram valer aquele velho ditado que diz: “Nadou, nadou e morreu na praia”.

Quatro anos foram se formando, não passando, mas sendo construídos de formas peculiares, onde sonhar sempre se fez preciso pra que chegássemos aqui, neste momento tão almejado por nós, por amigos e pelos nossos pais.

Tivemos que programar nossas mentes, algumas vezes até como mecanismos de defesa, pra que não desistíssemos de alcançar o alvo.

Se eu desistir

Então

Poderei me arrepender senão

Já me arrependi;

E entre vários se’s e senão’s fomos criando condições, prevendo e resolvendo exceções; formatando hábitos; deletando desesperos; abrindo novas páginas; e corrigindo falhas que poderiam ser críticas.

Nunca fomos um sistema perfeito.

Nunca fomos seres perfeitos em perfeita união, então pudemos ver que não somos máquinas que não funcionam com conflitos, mas sim, somos seres humanos que buscamos aceitar as diferenças e assim trabalhamos em conjunto.

Fomos processando cada etapa e em certos momentos pensamos que já não havia mais linhas a serem lidas e interpretadas, porém o próximo minuto já nos remetia a novos horizontes.

Naquela Universidade, naquele prédio improvisado, naquele dia de água e farinha de trigo começamos a perceber que a relação entre humanos não é programada, é construída com o tempo, e de colegas passamos a amigos.

Começamos então a conhecer pessoas que não tem nada a ver conosco, mas que são especiais. Conhecemos também pessoas que parecem muito conosco e mesmo assim são especiais. Amizades surgiram, amores, paixões e até seres celestiais, eu particularmente, percebi que havia entre nós, um anjo escondido entre nós que até hoje tenta esconder suas asas.

Quando tudo ainda era novidade e os sorrisos se misturavam às incertezas enfrentamos com garra; agora que tudo vai se transformando a cada dia em passado distante, as incertezas se misturam a choro que se mistura a sorrisos que se mistura à força que se mistura e se mistura e formam um composto homogêneo que somos nós. Composto este formado de pessoas feitas de sentimentos.

Nossa formula?

Eu não tenho como descrevê-la, mas eu sempre sonhei que o principal elemento deste composto fosse o AMOR, que se mostra escasso em dias de individualismo.

Este elemento pode estar escasso, porém víamos-no tomar proporções grandiosas quando alguém precisava de um ombro amigo, de um conselho, de um puxão de orelha, e, até de uma colinha – que atire a primeira pedra quem nunca colou, mas não atire-a em mim, pois eu também não colava... pouco...

E as palavras vão ficando cada vez mais poucas. Eu fui escolhido para descrever o que passamos juntos, apesar de eu ter lembranças, muitas delas parecem ser confidenciais, segredos entre amigos, ou segredos de uma sociedade que foi criada por um sistema que pré-selecionou 40, e foi selecionando até que estivéssemos aqui em 32.

Talvez melhores que nós ficaram de fora desse evento.

O acaso pôde nos colocar na universidade, mas o acaso não foi nosso cúmplice para que permanecêssemos. O acaso se foi e nos deixou nus, despidos, para que encarássemos as durezas e doçuras da vida, das batalhas em busca de um final feliz.

Por falar em final feliz, hoje quando olho pra trás, em um passado que é quase presente me sinto num conto de fadas onde nós víamos mocinhos e bandidos, agora quem é o vencedor? Tem vencedores? Estas perguntas não têm respostas, quiçá tivessem, contudo não as quero, nem necessito delas, eu apenas quero que este não seja um final feliz, mas sim um recomeço de uma jornada feliz.

Eu poderia aqui olhar olho por olho destes que comigo comungam deste momento, dar um abraço em cada um. Poderia também sentar numa mesa de bar e contar umas piadinhas, dançar numa festa, rir, cantar olhando as estrelas, mas vou aqui controlando a minha maluquez e desejando a cada um vitória.

Pra cada cabeça uma sentença, pra cada ato uma conseqüência e pra cada vida um destino. O nosso destino? Nos separarmos em busca de aventuras inimagináveis, busca de desejos que quando estivermos já de idade avançada nos causará saudade, lágrimas e da nossa nostalgia surgirão muitos conselhos aos nossos filhos, que assim como nós com os conselhos de nossos pais, não os aceitarão e buscarão seus próprios conselhos.

Quantos destes amigos que verei novamente?

Quantas promessas de nunca nos separarmos serão cumpridas?

Quantas vezes nos veremos e faremos de conta que nem nos conhecemos, mesmo que a vontade seja de dar um abraço?

Incógnita o futuro, gostoso o presente e nostálgico o passado.

Ah, sei que ainda vou olhar as fotos que tiramos juntos, esquecendo o nome de alguns e lembrando de outros, suspirando e imaginando onde cada um estará naquele momento, porém dos colegas me lembrarei, dos amigos chorarei de saudade e dos amores estarei perto, se é que isto que digo não é mais uma promessa pra ser quebrada.

Mas tudo isso aconteceu pra que pudéssemos enfim dizer aos nossos pais, amigos e familiares que somos vencedores e que valeu a pena eles acreditarem em nós.

A vocês que nos encorajaram e acreditaram em nós, mesmo quando nós mesmos não acreditávamos eu deixo nosso muito obrigado.

Papais, mamães, tios, avós, cônjuges, filhos, amigos, irmãos...

A vocês, obrigado!

Vocês são os grandes responsáveis por tudo isso, mesmo que distante, mesmo que ausente descansando desta vida, com certeza, nossa força veio primeiramente de Deus, e depois de vocês.

Que cada sorriso, cada lágrima, cada abraço, cada carinho, cada conteúdo aprendido sejam creditados a vocês.

Sintam-se abraçados por todos nós e obrigado por estarem aqui como se estivessem dizendo: “Vai lá, vocês são capazes de vencer na nova etapa da vida.”

Agradecer?

Tenho e muito.

Então agradeço a Deus pela vida e a vocês por isto...

Obrigado!


Felicidade, vida, fé e Anjos

quinta-feira, fevereiro 09, 2006



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Sei que o ceticismo é enorme entre a humanidade, bem como a fé.

Eu me considero uma pessoa de fé, apesar de as vezes ter em mim a prevalência da desconfiança e deixo de ter a certeza necessária pra se dizer: Tenho fé.

Não somente eu, mas as pessoas de um modo geral mudam muito de opinião, porém todas tem em si alguma base, um centro de apoio pra que elas, mesmo mudando as atitudes sejam elas mesmas.

Pra uns, olhar as estrelas e imaginar o inimaginável é o mesmo que direcionar-se por um mapa rumo à felicidade. Pra outros, o trabalho é a felicidade, pra outros, a fé e assim sucessivamente.

Minha felicidade, mesmo que as vezes queira escapar, foi encontrada na fé, no amor próprio e no amor ao próximo. Encontrei-a na certeza de que sou capaz de vencer, no sorriso de uma criança, no gatinho que brincava com o novelo de linha, no espinho da linda rosa vermelha.

Tantos foram os pequenos motivos que tornaram meu viver mais grandioso e gracioso.

Desde criança ouço dizer que homem não chora! Então, eu sou homem e não chorarei, apenas darei urros acompanhados de lágrimas.

Estou falando de choro pelo fato de eu agora estar diante do que realmente me faz chorar, não de tristeza, mas de agradecimento, alegria. O que me faz chorar é o amor.

Talvez pra uns o que digo seja incompreensível, pra outros anomalia, pra mim é a vida, pura e bela, mas é a vida.

Há tempos, quando eu não era feliz e desconhecia o amor, simplesmente esperava que tudo terminasse, um término sem começo, sem meio e provavelmente um fim sem fim.

Aprendi então a amar, e com isso encontrei a felicidade, e o mais interessante é que descobri que realmente existem anjos e eles estão tão próximos de nós e muitas vezes passam desapercebidos.

Eu estou falando com conhecimento de causa, não é algo fruto de minha alucinação sóbria não, de maneira alguma.

Ao assistir o filme cidade dos anjos pude então compreender que realmente os anjos estão ao meu lado.

Pra mim os anjos são meus amigos, familiares...

Meu sobrinho, pequenino é o anjinho mais puro que conheço (ao menos por enquanto);

Minha mãe é a anjo chefe. Que poder, que força ela tem, meu Deus.

Meus irmãos, são assim, meus irmãos, anjos irmãos (não entendo, é tão difícil falar de irmãos);

Meu pai é o anjo maluco beleza.

Meus amigos são os anjos que escolhi pra mim, e não citarei nomes, mas cada um sabe o que representa pra mim.

Meus anjos, amo vocês.

Desculpem se fui pessoal neste texto, mas isso não poderia passar em branco...